Farmácia no supermercado e remédio em marketplace: o que a Lei 15.357/2026 muda para a farmácia independente

A Lei 15.357, publicada no Diário Oficial em 23 de março de 2026, autorizou farmácias e drogarias a funcionarem dentro de supermercados — em espaço próprio e com farmacêutico durante todo o expediente. Não é remédio na gôndola, mas é um concorrente novo, com fluxo de clientes e poder de compra. Para a farmácia independente, a resposta passa por duas frentes: custo de aquisição competitivo e um serviço que o supermercado não consegue replicar.

A lei em 30 segundos: supermercados podem ter farmácia, mas em ambiente separado e exclusivo, com farmacêutico durante todo o expediente e sem remédio em gôndola ou ilha promocional. Farmácias licenciadas podem usar canais digitais e plataformas de entrega, desde que cumpram as normas sanitárias.

O que a lei permite — e o que não permite

E os marketplaces?

A lei também abriu a porta do digital. Em agosto de 2026, a Anvisa revogou a proibição de venda de medicamentos pela Shopee — com a condição de que apenas farmácias e drogarias regularmente licenciadas vendam remédios pela plataforma. A decisão citou a entrada em vigor da Lei 15.357 como gatilho.

A Abrafarma, que representa as grandes redes, defende mais regulação e corresponsabilidade das plataformas. "Medicamento é uma cadeia fechada", disse o presidente-executivo da entidade, Sergio Mena Barreto, em agosto. O movimento, porém, já é grande: as vendas fora da loja das redes associadas saíram de cerca de R$ 1 bilhão antes da pandemia para R$ 27 bilhões.

O que isso significa para a farmácia independente

O supermercado compete em preço de vitrine. A farmácia independente vence quando o preço de vitrine dela também é bom — e o resto do atendimento é melhor.

Como se preparar: 5 ações práticas

  1. Conheça seu custo item a item nos itens de giro — cote sempre, em várias distribuidoras e indústrias. Sem custo baixo, não há preço competitivo sustentável. Veja 6 estratégias para reduzir o custo de compra;
  2. Defina seus itens-termômetro — os produtos que o cliente compara. Neles, preço competitivo; a margem vem do restante do mix;
  3. Zero ruptura no giro — falta de produto é a porta de saída para o supermercado ou o app. Veja como evitar ruptura de estoque;
  4. Esteja onde o cliente pede — WhatsApp, delivery próprio ou plataformas. A lei permite, desde que as normas sanitárias sejam cumpridas;
  5. Invista no que o supermercado não replica — atendimento farmacêutico, serviços clínicos permitidos à farmácia, acompanhamento de quem usa medicamento contínuo e fidelização.

Para redes regionais e farmácias associadas, a lei reforça um velho argumento: comprar junto é o que dá volume de negociação para competir com quem compra em escala.

Perguntas frequentes

Supermercado pode vender remédio na gôndola?

Não. A Lei 15.357/2026 exige ambiente separado e exclusivo para a farmácia e proíbe medicamentos em gôndolas, bancadas, ilhas promocionais ou áreas abertas do supermercado.

A farmácia do supermercado precisa de farmacêutico?

Sim, durante todo o expediente — como qualquer outra farmácia ou drogaria.

Farmácia pode vender medicamentos em marketplace?

Farmácias licenciadas podem usar canais digitais e plataformas de entrega, desde que cumpram as normas sanitárias. Em agosto de 2026, a Anvisa liberou a venda pela Shopee apenas para farmácias e drogarias licenciadas.

Como a farmácia independente compete com o supermercado?

Com custo de compra baixo nos itens que o cliente compara, zero ruptura no giro e um atendimento que o supermercado não replica: proximidade, orientação farmacêutica, serviços e entrega rápida.

Conteúdo informativo, sem caráter de orientação jurídica ou regulatória.

Fontes

Preço de vitrine começa no preço de compra

O SmartPed compara centenas de distribuidoras e indústrias em tempo real para a sua farmácia comprar melhor nos itens que o cliente compara.

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